A aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19, que foi o divisor de águas na luta contra a doença, completa cinco anos neste sábado, 17 de janeiro, aqui no Brasil. Milhares de vidas foram e continuam sendo salvas com o imunizante, disponível para toda a população do país em unidades do SUS, o Sistema Único de Saúde, seguindo um calendário de intervalos de acordo com a faixa etária.

Nesses cinco anos, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e de instituições de Pesquisa em todo o mundo continuam desenvolvendo estudos para acompanhar as mutações do vírus da covid, que continuam em circulação, e adaptar as vacinas para garantir qualidade e segurança à população.
Para a virologista Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais da Fiocruz, as vacinas em produção hoje utilizam metodologias mais modernas que vêm sendo estudadas em diferentes populações .
"É um acompanhamento de estudos sobre a duração da imunidade dessas vacinas, acompanhamento de pessoas vacinas, isso já foi feito bastante, mas ainda tem alguns estudos, pessoas vacinadas pertencentes a diferentes grupos de risco, como diabéticos, cardiopatas, para acompanhar e ver não só a duração da imunidade, mas ver também possíveis efeitos colaterais".
Durante a pandemia de covid-19, mais de 700 mil pessoas morreram no Brasil vítimas da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2025, 1.500 óbitos foram registrados no país por causa da covid-19. Ainda segundo a pasta, 90% da população tomaram pelo menos duas doses do imunizante.




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