Após mais uma operação da Polícia Federal com foco no escândalo do banco Master, nesta quinta-feira (14), o cientista político e professor da FGV Cláudio Couto avalia que o caso pode ser maior que a Operação Lava Jato. Talvez não no valor absoluto desviado, mas no número de pessoas envolvidas, afirma ele.
Este caso, o Caso Master, talvez até seja maior que a Lava Jato, considerando o número de pessoas envolvidas. Talvez não no valor absoluto desviado, que na Lava Jato era astronômico por causa da Petrobras, mas no número de pessoas envolvidas em diferentes camadas —desde o setor bancário, passando por operadores de segurança, os chamados 'sicários', até chegar à cúpula do Congresso Nacional. É uma teia muito mais extensa e diversificada. --Cláudio Couto,
Em entrevista à BandNews, o professor avaliou que o que mais assusta no esquema do caso Master é a capilaridade. Na avaliação dele, enquanto a Lava Jato era um esquema de “cima para baixo”, focado em grandes contratos, o caso Master parece ser um esquema de rede, onde o Banco Master funciona como o nó central de várias atividades ilícitas simultâneas, incluindo a coação de autoridades, que é o que estamos vendo agora com essas novas denúncias da PGR.
Em sua avaliação, o caso Master não é apenas financeiro, mas também político. “Quando você tem indícios de que o braço político de um grupo econômico atua para intimidar magistrados — e aqui vale lembrar o que a PGR tem apontado sobre coação no curso do processo — você está atacando a própria estrutura do estado democrático de direito", afirma ele, que vê as recentes revelações como bombásticas, principalmente em ano eleitoral.
Já se comenta quais podem ser os efeitos. Acho que a gente precisa aguardar as próximas pesquisas [eleitorais] para ver como é que isso efetivamente impacta, mas impacta, apesar de que a dimensão precisa ser mensurada ainda. Quanto a isso não há dúvida: impacta, né? Então é claro que isso tende a produzir também muitos receios e uma certa apreensão em Brasília. --Cláudio Couto
Após mais uma operação da Polícia Federal com foco no escândalo do banco Master, nesta quinta-feira (14), o cientista político e professor da FGV Cláudio Couto avalia que o caso pode ser maior que a Operação Lava Jato. Talvez não no valor absoluto desviado, mas no número de pessoas envolvidas, afirma ele.
Compartilhar
Este caso, o Caso Master, talvez até seja maior que a Lava Jato, considerando o número de pessoas envolvidas. Talvez não no valor absoluto desviado, que na Lava Jato era astronômico por causa da Petrobras, mas no número de pessoas envolvidas em diferentes camadas —desde o setor bancário, passando por operadores de segurança, os chamados 'sicários', até chegar à cúpula do Congresso Nacional. É uma teia muito mais extensa e diversificada. --Cláudio Couto
Em entrevista à BandNews, o professor avaliou que o que mais assusta no esquema do caso Master é a capilaridade. Na avaliação dele, enquanto a Lava Jato era um esquema de “cima para baixo”, focado em grandes contratos, o caso Master parece ser um esquema de rede, onde o Banco Master funciona como o nó central de várias atividades ilícitas simultâneas, incluindo a coação de autoridades, que é o que estamos vendo agora com essas novas denúncias da PGR.
Em sua avaliação, o caso Master não é apenas financeiro, mas também político. “Quando você tem indícios de que o braço político de um grupo econômico atua para intimidar magistrados — e aqui vale lembrar o que a PGR tem apontado sobre coação no curso do processo — você está atacando a própria estrutura do estado democrático de direito", afirma ele, que vê as recentes revelações como bombásticas, principalmente em ano eleitoral.
Já se comenta quais podem ser os efeitos. Acho que a gente precisa aguardar as próximas pesquisas [eleitorais] para ver como é que isso efetivamente impacta, mas impacta, apesar de que a dimensão precisa ser mensurada ainda. Quanto a isso não há dúvida: impacta, né? Então é claro que isso tende a produzir também muitos receios e uma certa apreensão em Brasília. --Cláudio Couto
Compliance Zero
Nesta quinta-feira, a PF prendeu o empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, que atuaria como demandante, beneficiário e operador financeiro do núcleo “A Turma”.
Conversas extraídas do celular de Marilson Roseno, policial federal aposentado, indicam que Henrique Vorcaro permaneceu solicitando serviços ilícitos e providenciando recursos para a manutenção do grupo mesmo após as primeiras fases da Operação Compliance Zero.
“Inclusive com menções a repasses vultosos, necessidade de pagamentos para viabilizar o atendimento das demandas, uso de número estrangeiro e troca frequente de terminais, o que reforça a contemporaneidade e a sofisticação do agir investigado”, declarou a PF.
A nova fase da ação tem o objetivo de aprofundar as investigações em face de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.
Agentes federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
DA REDAÇÃO band.com.brBand


.png.png)





0 Comentários