A 16 dias para eleições, governo anuncia medidas para baratear combustíveis

Medidas custarão R$ 5,2 bi, com validade de 30 dias em meio a pressões geradas pela guerra no Oriente Médio.

Bocal de bomba para abastecimento de combustível em posto de Brasília • 31/01/2023REUTERS/Adriano Machado

A quase duas semanas para o segundo turno das eleições presidenciais, o governo federal anunciou novas medidas para baratear o preços dos combustíveis no país. Somados, as desonerações e subvenções anunciadas sobre a gasolina, etanol e diesel terão um custo de R$ 5,2 bilhões pelos próximos trinta dias.

Nesta sexta-feira (9), o governo divulgou a ampliação da desoneração dos impostos federais sobre a gasolina, zerando os tributos sobre o combustível.

No último mês, o governo havia anunciado uma desoneração de R$ 0,63 centavos por litro da gasolina. Agora, amplia em R$ 0,26 centavos essa retirada de impostos.

Considerando esse ampliação, o custo para as contas publicas agora apenas em relação aos benefícios à gasolina é de R$ 2,8 bilhões, para os próximos trinta dias, tempo que valerá a medida. Apenas a nova ampliação de R$ 0,26 gera um custo a mais de R$ 700 milhões.

Para seguir a legislação que determina a competitividade de combustíveis renováveis frente aos fósseis, o governo manteve a desoneração de R$ 0,19 centavos por litro do etanol. Além disso, ampliou a subvenção que foi dada ao combustível de R$ 0,25 para R$ 0,43 centavos por litro. O novo impacto fiscal da medida, segundo o governo agora é de R$ 800 milhões de reais por mês.

Sendo assim, apenas a desoneração e a subvenção concedidos apenas ao etanol e à gasolina somam um custo ao orçamento de R$ 3,6 bilhões pelo período em que essas retiradas de impostos ficarão vigentes, os próximos trinta dias.

O governo anunicou ainda uma nova subvenção especificamente ao diesel importado, de R$ 1,40. Esse novo benefício terá um custo adicional de R$ 1,6 bilhão, também pelos próximos trintas dias.

CNN Brasil

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